No dia 20 de janeiro é comemorado o Dia do Farmacêutico. A data foi escolhida pela Associação Brasileira de Farmacêuticos (ABF), em 20 de janeiro de 1916. Na época, era a maior instituição representativa da categoria, no País.

Considerando a necessidade de unificar a comemoração do Dia do Farmacêutico e por ensejar maior visibilidade e reconhecimento, o Conselho Federal de Farmácia, por meio da Resolução nº 460, de 23 de março de 2007, reconheceu o dia 20 de janeiro como o Dia do Farmacêutico.

Os profissionais estão na linha de frente quando o assunto é Covid-19. Para Mirian Ramos Fiorentin, o setor farmacêutico, público e privado, atuando em hospitais, laboratórios, clínicas e farmácias, foi surpreendido com a grande demanda de EPIs e de medicamentos que se tornaram famosos por curas “milagrosas”. Toda essa realidade acabou “colocando em risco a atividade não só do farmacêutico como de todos os profissionais da saúde. As farmácias tiveram que readequar as instalações, os processos e fluxos para propiciar os ajustes necessários à ampliação da capacidade de suprimento de medicamentos e produtos para a saúde, potencializando a atuação nas atividades direcionadas à resposta ao vírus, bem como minimizar a possibilidade de contaminação ambiental, ocupacional e dos usuários da Farmácia” analisa a especialista em vigilância da saúde. Atualmente a farmacêutica ocupa a cadeira de presidência do Conselho Regional de Farmácia do Paraná.

A responsabilidade dos profissionais da área aumentou, seja no descarte correto dos matérias, seja em educar e orientar à população sobre esses produtos “com o aumento do uso de EPIs e materiais utilizados para os serviços e procedimentos farmacêuticos implantados, seja o resíduo proveniente da assistência a pacientes, suspeitos ou confirmados de infecção pelo novo coronavírus, aumentou a responsabilidade do profissional farmacêutico no descarte correto e destinação final desses produtos, além da orientação correta à população.” acrescenta.

Cila Estrela Gadelha – CRF/PB

“Aos colegas farmacêuticos parabenizo pelo nosso dia, não tem sido fácil lutar diariamente na linha de frente contra uma pandemia, onde acabamos perdendo muitos colegas de profissão, portanto não só nesta data mas todos os dias mostramos nossa importância e o quanto somos essenciais na vida das pessoas.
Parabéns a todos os verdadeiros heróis e heroínas que fazem parte desta linda profissão!!!”

Cila Gadelha – CRF/PB

Mirian Ramos Fiorentin – CRF/PR

“Neste momento de pandemia, de grande desafio da história da humanidade, o farmacêutico tem se destacado neste cenário, não como mero coadjuvante e sim com AUTORIDADE profissional. Pois é ele o único, que por seu conhecimento científico e tecnológico está presente na pesquisa e desenvolvimento de novos medicamentos e também em todas as etapas constitutivas do medicamento que envolvem a assistência farmacêutica. E que ainda se soma aos demais profissionais e trabalhadores da saúde na prestação de serviços nessa ‘guerra’ contra a COVID-19.”

Mirian Ramos Fiorentin - CRF/PR
Mirian Ramos Fiorentin – CRF/PR
Mirian Ramos é farmacêutica formada pela Universidade Estadual de Maringá-PR. Especialista em Vigilância em Saúde pela Escola de Saúde Pública do Paraná. Profissionalmente, atuou em Toledo-PR em Farmácia Comunitária, fiscal e diretora da Vigilância Sanitária Municipal e participou do Programa Municipal de Defesa do Consumidor – PROCON. Foi docente do Ensino Médio Público pela Secretaria Estadual de Educação. Em Cascavel-PR, trabalhou na Assistência Farmacêutica, gerenciou a Vigilância Sanitária e Epidemiológica, dirigiu a Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal, integrou a Mesa Diretora do Conselho Municipal de Saúde e chefiou o Departamento Administrativo da 10ª Regional de Saúde. No Ministério da Saúde, atuou como inspetora de Indústrias Farmacêuticas e Farmoquímicas e Unidades Hemoterápicas. No CRF-PR, trabalhou como fiscal concursada das regiões de Ponta Grossa e Cascavel, foi membro das Comissões de Ética Estadual e Seccional Cascavel, exerceu os cargos de Diretora Secretária-Geral, Tesoureira e Vice-Presidente e, atualmente, é Presidente.Presidente – CRF/AC

João Vitor é formado em farmácia  2010 pela FIMCA, especialista em gestão de vigilância sanitária pelo Instituto Sírio-Libanês, experiência profissional em farmácia de manipulação, farmácia hospitalar e Fiscal da Vigilância Sanitário e atual presidente do Conselho de Regional de Farmácia.

João Vitor - Presidente do CRF/AC
João Vitor – Presidente do CRF/AC

Para o presidente do Conselho Regional de Farmácia do Acre, os maiores desafios enfrentados pelos profissionais farmacêuticos atualmente são o de valorização profissional e cumprimento das constantes mudanças de regulamentações, principalmente neste período de pandemia. “Atualmente o mercado farmacêutico é uma das áreas que mais gera empregos, mas também é uma das áreas que tem bastante rotatividade, pois os profissionais farmacêuticos tem muita responsabilidade e nem sempre são remunerados de acordo com o tamanho da responsabilidade.” analisa o especialista em gestão de vigilância sanitária.

“A profissão farmacêutica é de suma importância para o SUS, desde do Farmacêutico que trabalha na iniciativa privada ao que trabalha no público, um exemplo é o atual momento em que vivemos, devidos hospitais super lotados e em alguns lugares até colapso na saúde os estabelecimentos farmacêuticos podem ser é são muitos importantes com a oferta de alguns teste rápidos regulamentados pela Anvisa que podem ser utilizados como triagem de pacientes e até mesmo ajudar a diminuir  as filas nas unidades de saúde por quem procura este tipo de serviços. Também existe muitos estabelecimentos farmacêuticos que estão aptos a ajudar neste momento de vacinação da população.”

Tania Mouço – CRF/RJ

“Eu queria parabenizar aos farmacêuticos pelo nosso dia. Nossa profissão passou por um momento muito importante. Quando paramos para pensar na nossa posição dentro da sociedade como profissionais de saúde. Nós fomos considerados como “serviços essenciais” e isso mudou o olhar da sociedade sobre nosso trabalho. Quando estávamos aplicando os conhecimentos adquiridos ao longo da faculdade com os cuidados farmacêuticos.”

Flávio Shinzato – CRF/MS

Flávio Shinzato, presidente do Conselho Regional de Farmácia do Mato Grosso do Sul, reconhece que toda profissão tem desafios, mas que os farmacêuticos estão evoluindo a cada dia. “Vemos que muitos profissionais estão buscando uma qualificação na área da gestão, por exemplo. Mas a autoconfiança e a determinação de fazer a diferença ainda precisa ser exploradas para que possamos nos fortalecer ainda mais”. Para pós-graduado em Hematologia e Hemoterapia o maior desafio é fazer com que as esferas públicas, federal, estadual e municipal, entendam a importância do farmacêutico tanto para a gestão quanto para a vida das pessoas. “Afinal a vida da população é o nosso foco e sempre será a nossa prioridade, mas ainda falta valorização por parte dessa categoria que deixa de realizar concursos mais do que precisa, demora na convocação, não investe o necessário nas condições de trabalho, entre outros desafios que sabemos que tem e podemos ajudar, mas basta o gestor aceitar.” acrescenta.

Flávio Shinzato - CRF/MS
Flávio Shinzato – CRF/MS

“Temos uma equipe atuante e técnica no conselho e sempre afirmamos que estamos a disposição para contribuir. O conselho, por exemplo, não busca lucro e nem pode, por isso a facilidade de sermos profissionais e um órgão que faz a diferença. A profissão farmacêutica é muito ampla. Somos responsáveis por inúmeros detalhes que podem sobrecarregar a jornada diária de trabalho, mas isso ao mesmo tempo é uma oportunidade de nos destacarmos no mercado, além do que já somos no dia a dia da saúde das pessoas. O equilíbrio de um tratamento ou preservação da saúde no mundo passa pela farmácia. Não existe tratamento ou prevenção de algo que não seja aliada a uma das áreas da profissão. No combate a pandemia, os farmacêuticos estão desde a drogaria nos bairros, passando pelas unidades de saúde pública, até mesmo na própria fabricação da vacina. Ou seja, nossa oportunidade é grande e estamos em todos os lugares. Na área laboratorial, por exemplo, fomos essenciais na realização de testes e outras participações.”

Ouvidoria

Para Jackson Pereira Jr., controlador do Banco Nacional da Tecnologia da Informação (BNTI) e membro do conselho de administração da Rede Participar Brasil, empresa responsável pelo software de gestão da informação para ouvidorias, como dos conselhos profissionais de farmácia, os farmacêuticos tem capacitado e ampliado bastante o atendimento aos profissionais da área e a toda sociedade através do canal da ouvidoria.

Jackson Pereira Júnior - Controlador BNTI
Jackson Pereira Júnior – Controlador BNTI

“Muitos acham que ouvidoria é só problema, não! Mas tudo depende como é realizada a comunicação com a sociedade para que se faça entender e somente com uma plataforma tecnológica robusta é possível reduzir custos e dar eficiência”, comenta o controlador.

Além de previsão legal, os gestores das autarquias dessa importante categoria têm buscado ampliar a atuação do serviço de atendimento com prestação de serviços online. “Em um ano de tanta dificuldade na saúde mundial, só temos que agradecer e destacar o valor desses importantes profissionais da saúde pelo trabalho incansável na defesa de nossas vidas”, concluiu Jackson Pereira Jr.

Skip to content