O Conselho Federal de Farmácia e a Sociedade Brasileira de Farmacêuticos e Farmácias Comunitárias (SBFFC) publicaram, nesta terça-feira, 26/01, um manifesto às autoridades de saúde e gestores públicos. No texto, as entidades reivindicam que seja assegurada pelos gestores estaduais e municipais a prioridade para farmacêuticos e outros colaboradores das farmácias públicas e privadas, conforme o Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19 . O documento foi encaminhado aos conselhos nacionais de Secretários de Saúde (Conass) e de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), aos gestores estaduais e municipais e à Frente Nacional de Prefeitos.

“As farmácias prestam serviços essenciais, e por isso permanecem de portas abertas desde o início da pandemia. Farmacêuticos e demais colaboradores estão expostos a um alto risco de contaminação, pois atendem toda a população, sem exclusão. E da mesma forma que outros ambientes de saúde, as farmácias sofrem com a baixa de funcionários provocada pela Covid-19”, argumentam.

Durante a pandemia de COVID-19, o conceito de farmácia como estabelecimento de saúde, introduzido no país com a aprovação da Lei nº 13.021/14, tem sido bastante evidenciado. “Farmacêuticos e demais colaboradores da farmácia, assumiram o risco e enfrentaram desafios para manter as farmácias abertas, garantindo, não somente a dispensação e o fornecimento de medicamentos, mas também a educação em saúde e a prevenção ao novo coronavírus, a dispensação de medicamentos para síndromes respiratórias e a realização de testes rápidos para a Covid-19 de forma complementar à rede do cuidado e de atenção à saúde, entre outros serviços”, comenta o presidente do CFF, Walter da Silva Jorge João.

A SBFFC e o CFF se solidarizam com os gestores públicos que reconhecem as farmácias e drogarias como estabelecimentos de saúde, sem precisar de legislação ou fiscalização para isso. E destacam o trabalho desempenhado pelos profissionais que nelas atuam, sempre dispostos a, dentro das suas possibilidades, cumprir as missões de relevância para a saúde dos cidadãos. “A vacinação prioritária em farmácias (públicas e privadas) protege não só os farmacêuticos e demais funcionários destes estabelecimentos, mas os pacientes/clientes, incluindo cuidadores e idosos”, conclui Sueza Oliveira, presidente da SBFFC, ressaltando que as entidades reiteram o seu empenho em defender o acesso à vacina para todos os brasileiros.

Acesse o manifesto clicando aqui.

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