CAMPANHA “DESCARTE AQUI”

CAMPANHA “DESCARTE AQUI”

O Conselho Federal de Farmácia (CFF) lança sua nova campanha de conscientização em alusão ao Dia Nacional do Uso Racional de Medicamentos, comemorado em 5 de maio. Neste ano, o CFF abordará o descarte de medicamento, grande problema de saúde pública enfrentado no mundo e no Brasil, país que produz entre 10 mil e 20 mil toneladas de resíduos que sobram de tratamentos por ano.

No último ano, a pandemia de Covid-19 deflagrou uma epidemia de uso irracional de medicamentos sem comprovação científica de eficácia para a doença, como antimaláricos, vermífugos e antiparasitários. Onde serão descartadas as centenas de quilos de medicamentos adquiridos e não utilizados no tratamento?

O conselho Regional de Farmácia da Paraíba juntamente com o CFF, quer ajudar a população e o meio ambiente!

Por meio do site http://descarteaqui.cff.org.br, os farmacêuticos poderão inscrever as farmácias para oferecer o serviço de descarte de medicamentos e a população saberá aonde ir para realizar a destinação correta.

Siga nossa página no Instagram @crfparaiba e acompanhe nos próximos dias, mais informações sobre a campanha!

Vote a favor do Projeto de Lei que definirá o PISO SALARIAL NACIONAL da classe

Vote a favor do Projeto de Lei que definirá o PISO SALARIAL NACIONAL da classe

Profissionais unidos em um único objetivo: salário justo para o profissional farmacêutico.

Tramita no Legislativo a PL 1559/2021, que dispõe sobre o piso nacional do farmacêutico.

Todos os profissionais da classe podem e devem participar deste importante projeto em prol da nossa profissão.

Por isso, o Conselho Regional de Farmácia do Maranhão convida você para manifestar seu apoio a esse projeto de lei no site da Câmara dos Deputados, respondendo a enquete:

Projeto de lei       |         Enquete

Indígena investe na profissão farmacêutica para ampliar saberes

Indígena investe na profissão farmacêutica para ampliar saberes

A atuação de farmacêuticos na assistência à saúde dos povos indígenas está regulamentada desde 2017 pela resolução 649 de 28 setembro. A norma busca inserir a profissão na atenção a essa parcela tão importante da população. Porém, no mês em que é comemorado o Dia do Índio, 19 de abril, o Conselho Regional de Farmácia da Paraíba mostra que a recíproca é verdadeira e aproveita para homenagear os indígenas que escolheram a profissão farmacêutica para se dedicar ao cuidado à saúde das pessoas.

Em nosso Estado, pelo menos cinco representantes da etnia Potiguara já atuam na área. Entre eles está Rita de Cassia Santos, farmacêutica indígena Potiguara, da aldeia Caieira, localizada entre os municípios de Baía da Traição e Marcação, no litoral Norte da Paraíba.

Recém-formada, ela relembra o período em que cursou como bolsista em uma faculdade particular na capital. Rita de Cássia precisava se deslocar da sua aldeia todos os dias por 95 km de ônibus. Ela saía todos os dias de casa por volta das 4 horas da tarde para chegar a tempo na faculdade. “Toda noite chegava em casa por volta de meia-noite e tinha que acordar logo cedo no outro dia porque tinha que dar aula na manhã seguinte. ”Foi a forma que encontrei para poder pagar a porcentagem que o financiamento estudantil não cobria. Foram cinco anos nessa luta e consciente das dificuldades que enfrentaria por ser indígena. Costumo dizer que em faculdade pública nós temos pessoas com maior flexibilização em relação a nossa luta, mas em faculdade particular são poucas pessoas que pegam na nossa mão e se solidarizam com a nossa dor”.

Rita de Cássia atuou como professora na educação infantil durante quatro anos para complementar o investimento nos estudos. Mas para ela essa não é uma história triste, mas de grande resistência e orgulho. A indígena relata que o amor pelo conhecimento sobre o potencial das plantas para a cura foi cultivado no seio familiar. A bisavó e a tia tinham uma farmácia viva atrás da casa. “A minha conexão com a Farmácia veio desde quando eu era pequena porque como sempre morei na aldeia e as ouvia dizendo: Tá com dor de ouvido? Coloca folha de arruda! Tá com insônia? Toma um chá de capim-santo. E realmente tinha efeito terapêutico benéfico no outro dia e não precisava ir ao médico. Então eu fui crescendo e vendo essas situações acontecendo e com o que eu chamo de ciência indígena”.

A farmacêutica tem como principal referência a própria mãe, Maria José Fernandes, que tem 22 anos de trabalho no campo da saúde indígena como técnica de enfermagem, hoje enfermeira. As duas iam juntas no mesmo ônibus para a faculdade. Em tempos de pandemia da Covid-19, Rita de Cássia viveu um momento de grande emoção. A própria mãe enfermeira foi quem a vacinou contra a doença. “Eu queria ser como ela, mas não na área dela, mas numa área que eu me identificasse. Foi aí que entrou a farmácia na minha vida. Foi a área da saúde que eu mais me identifiquei por conta das plantas medicinais, desse conhecimento tradicional milenar que já vem não só do meu povo, mas de todo o contexto histórico brasileiro. O cuidado dos indígenas com as plantas e todos os saberes que eles detêm”.

O Conselho Regional de Farmácia da Paraíba se orgulha da história da então farmacêutica Rita de Cassia, assim como de tantos outros que lutam diariamente para alcançar sus objetivos.  Rita é  exemplo d inspiração e gora poder atuar na profissão farmacêutica ajudando à cuidar da saúde da população.

É uma honra para todos nós recebe-la em nossa casa.

Normas e diretrizes sobre aplicação de injetáveis e vacinas por farmacêuticos

Normas e diretrizes sobre aplicação de injetáveis e vacinas por farmacêuticos

O farmacêutico tem atribuição e autonomia para atuar em diversas outras áreas, inclusive na aplicação de injetáveis. A Lei no 5.991, publicada em 1973, permitiu a aplicação de medicamentos injetáveis em farmácias no Brasil.

Para oferecer este tipo de serviço nas farmácias é preciso atender aos critérios das Resoluções do Conselho Federal de Farmácia nos 499/2008, 654 /2018, 585/2013, 574/2013; e as Resoluções da Diretoria Colegiada (RDC) nos 197/2017 e 44/2009.

Ao aplicar injetáveis ou vacinas o farmacêutico precisa se atentar ao excesso mínimo recomendado para o volume de medicamentos injetáveis. O outro é o espaço residual existente nas seringas, o excesso mínimo para os injetáveis é um volume excedente que precisa estar presente nos frascos. Ele se faz necessário, pois no processo de preparo da dose não é possível retirar volume prescrito sem acontecer alguma perda. Este volume excedente é obrigatório e determinado nas farmacopeias. A Farmacopeia Brasileira 6ª edição preconiza o excesso mínimo de volume recomendado de 0,3 mL para frascos de 5 mL.

Os fabricantes das vacinas contra a Covid-19 devem informar qual o volume excedente que está presente nos lotes. A dose da vacina contra a Covid-19 a ser aplicada é de 0,5 mL. O frasco contém o total de 5 mL, ou seja, permite a aplicação de 10 doses de 0,5 mL.

Caso o profissional use uma seringa capaz de medir 0,5 mL e fizer o procedimento de preparo e aplicação da forma correta, o paciente irá receber a dose certa. As seringas de 1 mL e de 3 mL permitem a aplicação precisa de 0,5 mL e podem ser usadas.

Além disso, é necessário ponderar quanto ao espaço residual existente nas seringas. Trata-se de um espaço localizado no bico da seringa, onde ocorre a junção com a agulha. Este espaço comporta uma quantidade de medicamento que não será aplicada. Na graduação da seringa, esta quantidade de medicamento já é considerada, é um excedente.

O paciente não recebe dose a menos e o profissional não precisa puxar quantidade maior na seringa para compensar este espaço residual. Na prática, o que acontece é que seringas com tamanhos diferentes terão espaço residual maior ou menor. Basicamente, se as doses forem preparadas com seringas maiores (que tem espaço residual maior), o desperdício de volume será consequentemente maior. Comparando a seringa de 1 mL e a de 3 mL, a primeira terá espaço residual menor que a segunda.

O espaço residual está especificado nas normas brasileiras (NBR) para cada tipo e tamanho de seringa. Assim como o fabricante do medicamento precisa atender às especificações da farmacopeia, os fabricantes de seringas precisam atender às NBRs, esclarece Beatriz Lott, professora do curso de vacinação do Conselho Federal de Farmácia (CFF).

É um assunto que demanda antes de tudo conhecimento técnico e prático. “O farmacêutico como protagonista em serviços de saúde prestados à população deve sempre estar devidamente atualizado sobre as suas atribuições profissionais”, comenta o conselheiro federal de Farmácia de Minas Gerais, Gerson Pianetti.

Saiba mais sobre normas e diretrizes e se mantenha atento ás aplicações:

Lei no 13021/2014 – https://www.cff.org.br/pagina.php?id=714
RDC/ Anvisa no 197/2017: https://bit.ly/2P53y7I
Resolução/CFF no 654 /2018: https://bit.ly/3ncftxi
Resolução/CFF no 574/2013: https://bit.ly/2QiACd4
Resolução/CFF no 585/2013: https://www.cff.org.br/userfiles/file/resolucoes/585.pdf
Diretrizes de Boas Práticas Farmacêuticas da FIP/OMS: https://bit.ly/3tAgn9f

Propaganda de Medicamentos

Propaganda de Medicamentos

Você sabia que anunciar produtos farmacêuticos ou processos por quaisquer meios capazes de induzir uso indevido e indiscriminado de medicamentos é crime?

Os medicamentos não são bens comuns de consumo, e sim, bens de saúde, por isso sua propaganda está sujeita a regras específicas.

De acordo com a resolução N° 596 do código de ética da profissão farmacêutica, é vedado ao farmacêutico promover publicidade enganosa ou abusiva da boa fé do usuário.

O uso de medicamentos de forma incorreta pode acarretar o agravamento de uma doença, uma vez que sua utilização inadequada pode esconder determinados sintomas.

Fique atento, a Anvisa orienta que somente os medicamentos isentos de prescrição médica podem ter seus preços divulgados, por meio de outras formas de comunicação, que não sejam as listas, desde que incluam todas as informações exigidas pela RDC 96/2008 e demais normas relacionadas à propaganda. Isso porque, ao associar o preço à imagem dos produtos, o anúncio deixa de ter somente a intenção de divulgar os preços praticados para se configurar como propaganda dos produtos.

É importante observar que, quando for informado um valor porcentual do desconto, como, por exemplo, “medicamento x com 50% de desconto”, o preço integral praticado pela drogaria também deve ser informado, ou seja, o valor do medicamento que era oferecido pela drogaria antes do desconto. Dessa forma o farmacêutico estará visando primordialmente o esclarecimento e a educação da população, além do interesse público, vedando a autopromoção, a prática enganosa, abusiva ou em desacordo aos direitos do consumidor.

A propaganda estimula a automedicação, por isso o CRF/PB em suas atribuições, de acordo com a resolução do CFF N° 658, orienta aos colegas farmacêuticos que essa prática não venha incentivar as pessoas a usarem medicamentos sem orientação e prescrição médica.

Exerça sua profissão com responsabilidade, cumprindo-lhe executar todas as atividades inerentes ao âmbito profissional farmacêutico, de modo a contribuir para a salvaguarda da saúde e, ainda, todas as ações de educação dirigidas à coletividade na promoção da saúde.

A quem recorrer caso sejam identificadas irregularidades envolvendo a propaganda de medicamento?

As denúncias e dúvidas sobre a propaganda de produtos sujeitos à Vigilância Sanitária podem ser encaminhadas para a Ouvidoria da Anvisa (www.gov.br/anvisa).