NÃO AO PL5363/2020

NÃO AO PL5363/2020

Farmácia é mais que um estabelecimento comercial, é um estabelecimento de promoção da saúde

O Projeto de lei 5363/20, do deputado Felício Laterça, em tramitação na Câmara dos Deputados, requer a alteração da lei 5991/73, e abre a possibilidade da assistência farmacêutica ser remota, ou seja, exclui a obrigatoriedade do farmacêutico estar presente fisicamente nas farmácias e drogarias. O PL é um atentado à saúde pública em meio a uma pandemia que já vitimou mais de 422 mil pessoas no país.

A aprovação desse PL seria um enorme retrocesso para a profissão farmacêutica, além de implicar em milhares de farmacêuticos desempregados, população desassistida em plena pandemia e desobediência a Lei Federal 13.021/14.

Para resguardar a presença do farmacêutico nas farmácias, vote “Discordo totalmente”, no que diz respeito ao PL 5363/20, na enquete feita pelo site da Câmara.

Acesse o link para votar: https://forms.camara.leg.br/ex/enquetes/2265994

 

Gestantes e puérperas sem comorbidades podem receber a vacina contra a Covid-19 em João Pessoa

Gestantes e puérperas sem comorbidades podem receber a vacina contra a Covid-19 em João Pessoa

João Pessoa começa a aplicar, nesta quinta-feira (6), a vacina da Pfizer em mulheres gestantes ou puérperas sem comorbidades, exclusivamente mediante agendamento no aplicativo ou no site ‘Vacina João Pessoa’. A imunização para este grupo acontecerá nas Policlínicas Municipais de Mandacaru, Cristo, Mangabeira, Jaguaribe e Praias, das 8h às 12h.

Também, nesta quinta-feira, continuam sendo vacinadas as pessoas com 40 anos ou mais com comorbidades, trabalhadores de saúde com 30 anos ou mais, hemofílicos a partir dos 18 anos e mulheres gestantes ou puérperas que possuam alguma das comorbidades determinadas. Esses grupos poderão tomar a primeira dose do imunizante da AstraZeneca em dois postos do tipo drive thru – Santuário Mãe Rainha (Aeroclube) e Mangabeira Shopping (Mangabeira) – e mais 10 ginásios distribuídos pela cidade (veja lista no fim da matéria).

O horário de atendimento nos postos de drive thru será das 9h às 15h e o funcionamento dos ginásios será das 8h às 12h. As comorbidades deste momento da vacinação incluem hipertensão, diabetes mellitus, doenças cardiovasculares e cerebrovasculares, indivíduos imunossuprimidos, pessoas com obesidade grau 3 – IMC >40.

Pessoas com deficiência
A vacinação para as pessoas com 50 anos ou mais com deficiência acontece, das 8h às 12h, no Instituto dos Cegos da Paraíba (Bairro dos Estados), Centro Helena Holanda (Pedro Gondim), Associação Pestalozzi da Paraíba (Cristo Redentor) e Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais – Apae (Bancários).

O grupo das pessoas com deficiência compreende indivíduos com limitação motora que cause grande dificuldade ou incapacidade para andar ou subir escadas; indivíduos com grande dificuldade ou incapacidade de ouvir; indivíduos com grande dificuldade ou incapacidade de enxergar; indivíduos com alguma deficiência intelectual permanente que limite as suas atividades habituais.

Segunda dose

As pessoas que tomaram a 1ª dose da vacina Coronavac (Butantan/Sinovac) até o dia 8 de abril devem receber a dose de reforço no posto drive thru no Centro Universitário de João Pessoa (Unipê) ou no posto instalado no Colégio Lyceu Paraibano (Centro) para pedestres. Quem já completou 90 dias da dose inicial da vacina Covishield (Oxford/Astrazeneca/Fiocruz) tomará a segunda dose no drive thru da Universidade Federal da Paraíba (UFPB). O horário de atendimento nos postos para segunda dose será das 9h às 15h.

Agendamento e documentação exigida
A Secretaria Municipal de Saúde alerta para a localização de cada público para não haver confusão na procura pelo imunizante. Para facilitar a identificação do local, insiste na priorização do agendamento através do aplicativo Vacina João Pessoa ou no site vacina.joaopessoa.pb.gov.br. Com o agendamento, o cidadão garante que será vacinado no local indicado, com agilidade e segurança.

As pessoas que tiverem dificuldades com a ferramenta eletrônica podem ir até os postos de vacinação para receber ajuda nessa operação, porém, terão de se submeter à fila específica sem a certeza de tomar a vacina, devido à limitação da oferta de imunizantes.

Quem for tomar a vacina deve levar documento oficial com foto, cartão do SUS, CPF e comprovante de residência. Os trabalhadores de saúde devem portar, ainda, uma declaração do local de trabalho ou contracheque e carteira do conselho correspondente. Os estagiários de saúde que estejam no último ano de faculdade e atuando em hospitais, UPAs e Atenção Básica deverão levar uma declaração do local que estagiam.

As pessoas que possuem comorbidade precisam levar cópia de um documento que ateste a doença. Ele ficará retido no local da vacinação para posterior apuração por Comissão da Secretaria Municipal de Saúde e demais órgãos de fiscalização. A mesma regra vale para as pessoas com deficiência.

Quem for tomar a 2ª dose deve levar o cartão de vacinação com a primeira dose indicando a data até 8 de abril (para Coronavac) e mais de 90 dias (para Astrazeneca).

Postos de vacinação (6 de maio)
Pessoas com deficiência (1ª dose de AstraZeneca) – 8h às 12h

Instituto dos Cegos da Paraíba (Bairro dos Estados)
Centro Helena Holanda (Pedro Gondim)
Associação Pestalozzi (Cristo Redentor)
Apae (Bancários)
Ginásios (1ª dose de Astrazeneca) – 8h às 12h

Escola Estadual Papa Paulo VI (Cruz das Armas)
Escola Municipal Dom José Maria Pires (Oitizeiro)
Escola Municipal Darcy Ribeiro (Funcionários II)
Escola M. Jornalista Raimundo Nonato Batista (Gramame)
Escola Municipal Dom Helder (Valentina de Figueiredo)
Centro Cultural Tenente Lucena (Mangabeira)
Instituto Federal da Paraíba – IFPB (Jaguaribe)
Ginásio Ivan Cantisani (Tambiá)
Escola Municipal Leonel Brizola (Tambauzinho)
Escola Municipal Seráfico da Nóbrega (Tambaú)
Drive thru/pedestres (1ª dose de AstraZeneca) – 9h às 15h

Santuário Mãe Rainha (Aeroclube)
Mangabeira Shopping (Mangabeira)
Postos 2ª dose (drive thru ou pedestre) – 9h às 15h

Astrazeneca: UFPB – acesso pelo HU (Castelo Branco) – drive thru
Coronavac: Unipê (Água Fria) – drive thru ou Lyceu Paraibano (Centro) – pedestre

 

CAMPANHA “DESCARTE AQUI”

CAMPANHA “DESCARTE AQUI”

O Conselho Federal de Farmácia (CFF) lança sua nova campanha de conscientização em alusão ao Dia Nacional do Uso Racional de Medicamentos, comemorado em 5 de maio. Neste ano, o CFF abordará o descarte de medicamento, grande problema de saúde pública enfrentado no mundo e no Brasil, país que produz entre 10 mil e 20 mil toneladas de resíduos que sobram de tratamentos por ano.

No último ano, a pandemia de Covid-19 deflagrou uma epidemia de uso irracional de medicamentos sem comprovação científica de eficácia para a doença, como antimaláricos, vermífugos e antiparasitários. Onde serão descartadas as centenas de quilos de medicamentos adquiridos e não utilizados no tratamento?

O conselho Regional de Farmácia da Paraíba juntamente com o CFF, quer ajudar a população e o meio ambiente!

Por meio do site http://descarteaqui.cff.org.br, os farmacêuticos poderão inscrever as farmácias para oferecer o serviço de descarte de medicamentos e a população saberá aonde ir para realizar a destinação correta.

Siga nossa página no Instagram @crfparaiba e acompanhe nos próximos dias, mais informações sobre a campanha!

Vote a favor do Projeto de Lei que definirá o PISO SALARIAL NACIONAL da classe

Vote a favor do Projeto de Lei que definirá o PISO SALARIAL NACIONAL da classe

Profissionais unidos em um único objetivo: salário justo para o profissional farmacêutico.

Tramita no Legislativo a PL 1559/2021, que dispõe sobre o piso nacional do farmacêutico.

Todos os profissionais da classe podem e devem participar deste importante projeto em prol da nossa profissão.

Por isso, o Conselho Regional de Farmácia do Maranhão convida você para manifestar seu apoio a esse projeto de lei no site da Câmara dos Deputados, respondendo a enquete:

Projeto de lei       |         Enquete

Indígena investe na profissão farmacêutica para ampliar saberes

Indígena investe na profissão farmacêutica para ampliar saberes

A atuação de farmacêuticos na assistência à saúde dos povos indígenas está regulamentada desde 2017 pela resolução 649 de 28 setembro. A norma busca inserir a profissão na atenção a essa parcela tão importante da população. Porém, no mês em que é comemorado o Dia do Índio, 19 de abril, o Conselho Regional de Farmácia da Paraíba mostra que a recíproca é verdadeira e aproveita para homenagear os indígenas que escolheram a profissão farmacêutica para se dedicar ao cuidado à saúde das pessoas.

Em nosso Estado, pelo menos cinco representantes da etnia Potiguara já atuam na área. Entre eles está Rita de Cassia Santos, farmacêutica indígena Potiguara, da aldeia Caieira, localizada entre os municípios de Baía da Traição e Marcação, no litoral Norte da Paraíba.

Recém-formada, ela relembra o período em que cursou como bolsista em uma faculdade particular na capital. Rita de Cássia precisava se deslocar da sua aldeia todos os dias por 95 km de ônibus. Ela saía todos os dias de casa por volta das 4 horas da tarde para chegar a tempo na faculdade. “Toda noite chegava em casa por volta de meia-noite e tinha que acordar logo cedo no outro dia porque tinha que dar aula na manhã seguinte. ”Foi a forma que encontrei para poder pagar a porcentagem que o financiamento estudantil não cobria. Foram cinco anos nessa luta e consciente das dificuldades que enfrentaria por ser indígena. Costumo dizer que em faculdade pública nós temos pessoas com maior flexibilização em relação a nossa luta, mas em faculdade particular são poucas pessoas que pegam na nossa mão e se solidarizam com a nossa dor”.

Rita de Cássia atuou como professora na educação infantil durante quatro anos para complementar o investimento nos estudos. Mas para ela essa não é uma história triste, mas de grande resistência e orgulho. A indígena relata que o amor pelo conhecimento sobre o potencial das plantas para a cura foi cultivado no seio familiar. A bisavó e a tia tinham uma farmácia viva atrás da casa. “A minha conexão com a Farmácia veio desde quando eu era pequena porque como sempre morei na aldeia e as ouvia dizendo: Tá com dor de ouvido? Coloca folha de arruda! Tá com insônia? Toma um chá de capim-santo. E realmente tinha efeito terapêutico benéfico no outro dia e não precisava ir ao médico. Então eu fui crescendo e vendo essas situações acontecendo e com o que eu chamo de ciência indígena”.

A farmacêutica tem como principal referência a própria mãe, Maria José Fernandes, que tem 22 anos de trabalho no campo da saúde indígena como técnica de enfermagem, hoje enfermeira. As duas iam juntas no mesmo ônibus para a faculdade. Em tempos de pandemia da Covid-19, Rita de Cássia viveu um momento de grande emoção. A própria mãe enfermeira foi quem a vacinou contra a doença. “Eu queria ser como ela, mas não na área dela, mas numa área que eu me identificasse. Foi aí que entrou a farmácia na minha vida. Foi a área da saúde que eu mais me identifiquei por conta das plantas medicinais, desse conhecimento tradicional milenar que já vem não só do meu povo, mas de todo o contexto histórico brasileiro. O cuidado dos indígenas com as plantas e todos os saberes que eles detêm”.

O Conselho Regional de Farmácia da Paraíba se orgulha da história da então farmacêutica Rita de Cassia, assim como de tantos outros que lutam diariamente para alcançar sus objetivos.  Rita é  exemplo d inspiração e gora poder atuar na profissão farmacêutica ajudando à cuidar da saúde da população.

É uma honra para todos nós recebe-la em nossa casa.