Luta e reconhecimento marcam o Dia Nacional do Farmacêutico

Luta e reconhecimento marcam o Dia Nacional do Farmacêutico

No dia 20 de janeiro é comemorado o Dia do Farmacêutico. A data foi escolhida pela Associação Brasileira de Farmacêuticos (ABF), em 20 de janeiro de 1916. Na época, era a maior instituição representativa da categoria, no País.

Considerando a necessidade de unificar a comemoração do Dia do Farmacêutico e por ensejar maior visibilidade e reconhecimento, o Conselho Federal de Farmácia, por meio da Resolução nº 460, de 23 de março de 2007, reconheceu o dia 20 de janeiro como o Dia do Farmacêutico.

Os profissionais estão na linha de frente quando o assunto é Covid-19. Para Mirian Ramos Fiorentin, o setor farmacêutico, público e privado, atuando em hospitais, laboratórios, clínicas e farmácias, foi surpreendido com a grande demanda de EPIs e de medicamentos que se tornaram famosos por curas “milagrosas”. Toda essa realidade acabou “colocando em risco a atividade não só do farmacêutico como de todos os profissionais da saúde. As farmácias tiveram que readequar as instalações, os processos e fluxos para propiciar os ajustes necessários à ampliação da capacidade de suprimento de medicamentos e produtos para a saúde, potencializando a atuação nas atividades direcionadas à resposta ao vírus, bem como minimizar a possibilidade de contaminação ambiental, ocupacional e dos usuários da Farmácia” analisa a especialista em vigilância da saúde. Atualmente a farmacêutica ocupa a cadeira de presidência do Conselho Regional de Farmácia do Paraná.

A responsabilidade dos profissionais da área aumentou, seja no descarte correto dos matérias, seja em educar e orientar à população sobre esses produtos “com o aumento do uso de EPIs e materiais utilizados para os serviços e procedimentos farmacêuticos implantados, seja o resíduo proveniente da assistência a pacientes, suspeitos ou confirmados de infecção pelo novo coronavírus, aumentou a responsabilidade do profissional farmacêutico no descarte correto e destinação final desses produtos, além da orientação correta à população.” acrescenta.

Cila Estrela Gadelha – CRF/PB

“Aos colegas farmacêuticos parabenizo pelo nosso dia, não tem sido fácil lutar diariamente na linha de frente contra uma pandemia, onde acabamos perdendo muitos colegas de profissão, portanto não só nesta data mas todos os dias mostramos nossa importância e o quanto somos essenciais na vida das pessoas.
Parabéns a todos os verdadeiros heróis e heroínas que fazem parte desta linda profissão!!!”

Cila Gadelha – CRF/PB

Mirian Ramos Fiorentin – CRF/PR

“Neste momento de pandemia, de grande desafio da história da humanidade, o farmacêutico tem se destacado neste cenário, não como mero coadjuvante e sim com AUTORIDADE profissional. Pois é ele o único, que por seu conhecimento científico e tecnológico está presente na pesquisa e desenvolvimento de novos medicamentos e também em todas as etapas constitutivas do medicamento que envolvem a assistência farmacêutica. E que ainda se soma aos demais profissionais e trabalhadores da saúde na prestação de serviços nessa ‘guerra’ contra a COVID-19.”

Mirian Ramos Fiorentin - CRF/PR
Mirian Ramos Fiorentin – CRF/PR
Mirian Ramos é farmacêutica formada pela Universidade Estadual de Maringá-PR. Especialista em Vigilância em Saúde pela Escola de Saúde Pública do Paraná. Profissionalmente, atuou em Toledo-PR em Farmácia Comunitária, fiscal e diretora da Vigilância Sanitária Municipal e participou do Programa Municipal de Defesa do Consumidor – PROCON. Foi docente do Ensino Médio Público pela Secretaria Estadual de Educação. Em Cascavel-PR, trabalhou na Assistência Farmacêutica, gerenciou a Vigilância Sanitária e Epidemiológica, dirigiu a Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal, integrou a Mesa Diretora do Conselho Municipal de Saúde e chefiou o Departamento Administrativo da 10ª Regional de Saúde. No Ministério da Saúde, atuou como inspetora de Indústrias Farmacêuticas e Farmoquímicas e Unidades Hemoterápicas. No CRF-PR, trabalhou como fiscal concursada das regiões de Ponta Grossa e Cascavel, foi membro das Comissões de Ética Estadual e Seccional Cascavel, exerceu os cargos de Diretora Secretária-Geral, Tesoureira e Vice-Presidente e, atualmente, é Presidente.Presidente – CRF/AC

João Vitor é formado em farmácia  2010 pela FIMCA, especialista em gestão de vigilância sanitária pelo Instituto Sírio-Libanês, experiência profissional em farmácia de manipulação, farmácia hospitalar e Fiscal da Vigilância Sanitário e atual presidente do Conselho de Regional de Farmácia.

João Vitor - Presidente do CRF/AC
João Vitor – Presidente do CRF/AC

Para o presidente do Conselho Regional de Farmácia do Acre, os maiores desafios enfrentados pelos profissionais farmacêuticos atualmente são o de valorização profissional e cumprimento das constantes mudanças de regulamentações, principalmente neste período de pandemia. “Atualmente o mercado farmacêutico é uma das áreas que mais gera empregos, mas também é uma das áreas que tem bastante rotatividade, pois os profissionais farmacêuticos tem muita responsabilidade e nem sempre são remunerados de acordo com o tamanho da responsabilidade.” analisa o especialista em gestão de vigilância sanitária.

“A profissão farmacêutica é de suma importância para o SUS, desde do Farmacêutico que trabalha na iniciativa privada ao que trabalha no público, um exemplo é o atual momento em que vivemos, devidos hospitais super lotados e em alguns lugares até colapso na saúde os estabelecimentos farmacêuticos podem ser é são muitos importantes com a oferta de alguns teste rápidos regulamentados pela Anvisa que podem ser utilizados como triagem de pacientes e até mesmo ajudar a diminuir  as filas nas unidades de saúde por quem procura este tipo de serviços. Também existe muitos estabelecimentos farmacêuticos que estão aptos a ajudar neste momento de vacinação da população.”

Tania Mouço – CRF/RJ

“Eu queria parabenizar aos farmacêuticos pelo nosso dia. Nossa profissão passou por um momento muito importante. Quando paramos para pensar na nossa posição dentro da sociedade como profissionais de saúde. Nós fomos considerados como “serviços essenciais” e isso mudou o olhar da sociedade sobre nosso trabalho. Quando estávamos aplicando os conhecimentos adquiridos ao longo da faculdade com os cuidados farmacêuticos.”

Flávio Shinzato – CRF/MS

Flávio Shinzato, presidente do Conselho Regional de Farmácia do Mato Grosso do Sul, reconhece que toda profissão tem desafios, mas que os farmacêuticos estão evoluindo a cada dia. “Vemos que muitos profissionais estão buscando uma qualificação na área da gestão, por exemplo. Mas a autoconfiança e a determinação de fazer a diferença ainda precisa ser exploradas para que possamos nos fortalecer ainda mais”. Para pós-graduado em Hematologia e Hemoterapia o maior desafio é fazer com que as esferas públicas, federal, estadual e municipal, entendam a importância do farmacêutico tanto para a gestão quanto para a vida das pessoas. “Afinal a vida da população é o nosso foco e sempre será a nossa prioridade, mas ainda falta valorização por parte dessa categoria que deixa de realizar concursos mais do que precisa, demora na convocação, não investe o necessário nas condições de trabalho, entre outros desafios que sabemos que tem e podemos ajudar, mas basta o gestor aceitar.” acrescenta.

Flávio Shinzato - CRF/MS
Flávio Shinzato – CRF/MS

“Temos uma equipe atuante e técnica no conselho e sempre afirmamos que estamos a disposição para contribuir. O conselho, por exemplo, não busca lucro e nem pode, por isso a facilidade de sermos profissionais e um órgão que faz a diferença. A profissão farmacêutica é muito ampla. Somos responsáveis por inúmeros detalhes que podem sobrecarregar a jornada diária de trabalho, mas isso ao mesmo tempo é uma oportunidade de nos destacarmos no mercado, além do que já somos no dia a dia da saúde das pessoas. O equilíbrio de um tratamento ou preservação da saúde no mundo passa pela farmácia. Não existe tratamento ou prevenção de algo que não seja aliada a uma das áreas da profissão. No combate a pandemia, os farmacêuticos estão desde a drogaria nos bairros, passando pelas unidades de saúde pública, até mesmo na própria fabricação da vacina. Ou seja, nossa oportunidade é grande e estamos em todos os lugares. Na área laboratorial, por exemplo, fomos essenciais na realização de testes e outras participações.”

Ouvidoria

Para Jackson Pereira Jr., controlador do Banco Nacional da Tecnologia da Informação (BNTI) e membro do conselho de administração da Rede Participar Brasil, empresa responsável pelo software de gestão da informação para ouvidorias, como dos conselhos profissionais de farmácia, os farmacêuticos tem capacitado e ampliado bastante o atendimento aos profissionais da área e a toda sociedade através do canal da ouvidoria.

Jackson Pereira Júnior - Controlador BNTI
Jackson Pereira Júnior – Controlador BNTI

“Muitos acham que ouvidoria é só problema, não! Mas tudo depende como é realizada a comunicação com a sociedade para que se faça entender e somente com uma plataforma tecnológica robusta é possível reduzir custos e dar eficiência”, comenta o controlador.

Além de previsão legal, os gestores das autarquias dessa importante categoria têm buscado ampliar a atuação do serviço de atendimento com prestação de serviços online. “Em um ano de tanta dificuldade na saúde mundial, só temos que agradecer e destacar o valor desses importantes profissionais da saúde pelo trabalho incansável na defesa de nossas vidas”, concluiu Jackson Pereira Jr.

Covid-19: Farmacêuticos e farmácias serão estratégicos na vacinação

Covid-19: Farmacêuticos e farmácias serão estratégicos na vacinação

Em 20 de janeiro, quando se inicia a vacinação contra a Covid-19 no Brasil na maioria dos estados, o Conselho Federal de Farmácia (CFF) e os 230 mil profissionais da área estarão comemorando o Dia Nacional do Farmacêutico. A data foi instituída para lembrar a importância do trabalho dessa categoria para a saúde, especialmente agora, que o país inicia a campanha de vacinação mais desafiadora da sua história. Além de reiterar a mensagem da campanha – “Farmacêuticos são essenciais. E merecem nosso reconhecimento”, que incentiva o agradecimento por parte da população – o conselho aproveita esse momento para reforçar, ao Ministério da Saúde, as sucessivas reivindicações para que os farmacêuticos e as farmácias sejam aliados do Sistema Único de Saúde (SUS) na imunização dos brasileiros.

Tem sido estratégico o papel dos farmacêuticos na pandemia, tanto que o Ministério da Saúde incluiu os farmacêuticos no grupo prioritário para receber a vacina na fase 1. Eles estão envolvidos na pesquisa de vacinas e de medicamentos; vem trabalhando dobrado na indústria e na logística para suprir os serviços de saúde; deram suporte ao funcionamento das 90 mil farmácias, mesmo durante o isolamento social, e realizaram mais de 1,4 milhão de testes de Covid-19 nesses estabelecimentos, além de garantir a realização de exames nos laboratórios de análises clínicas, de apoiar o atendimento nos hospitais e de assegurar a qualidade da assistência à saúde, na vigilância sanitária. Sem contar a sua participação decisiva para a chegada da vacina ao Brasil.

Os farmacêuticos detêm como atribuição privativa a responsabilidade técnica pela produção desses medicamentos no país, integrando as equipes da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Instituto Butantan e tantos outros centros de pesquisa que atuaram nos estudos clínicos. Também se destacaram no processo de autorização no uso emergencial pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), concluído num tempo recorde de nove dias. E estarão lá, a postos, para avaliar, certificar e autorizar os próximos lotes seja de forma emergencial ou definitiva. “Agora, podem e devem ser aliados também na vacinação”, comenta o presidente do CFF, Walter Jorge João.

Em 2014, por força da Lei nº 13.021, farmácias de qualquer natureza foram autorizadas a dispor de soros e vacinas para atendimento imediato à população. E as condições para que a vacinação seja realizada nesses estabelecimentos estão regulamentadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) desde dezembro de 2017, por meio da RDC nº 197. Importante lembrar que, antes mesmo da publicação da lei e da norma específicas, as farmácias já eram autorizadas a dispensar medicamentos que exigem condições especiais de conservação e realizar a aplicação de injetáveis.

Muitas farmácias já se adaptaram para a prestação de serviços de vacinação e dispõem, sim, de condições adequadas para o enfrentamento desta crise sanitária. Nas grandes redes, segundo a entidade que congrega os estabelecimentos desse segmento, são 4.573 unidades com salas de imunização e 6.860 farmacêuticos vacinadores, com capacidade de aplicar mais de 2 milhões de doses por semana, seguindo todos os critérios de segurança contra a Covid-19. O número pode ser ainda maior, considerando também as farmácias independentes, e que, em breve, mais farmacêuticos serão preparados para prestar esses serviços, por meio de curso que será oferecido pelo CFF, gratuitamente.

“Em um momento como o atual, em que todos os esforços precisam ser somados para a contenção dessa epidemia, vemos com preocupação a linha de raciocínio de alguns especialistas, que insistem em concentrar as vacinas em postos de saúde para, por exemplo, reduzir o esforço logístico”, pondera o presidente do CFF. “A Rede de Atenção Primária é, sim, um grande patrimônio da saúde pública no Brasil, mas não tem conseguido absorver a demanda durante as campanhas. Basta lembrar as enormes filas que se formaram durante a imunização contra a Influenza no ano passado, mesmo em cidades com rede de saúde mais estruturada”, observa.

Certamente contribuíram para a disseminação da Covid-19, a aglomeração de idosos e demais integrantes dos grupos prioritários nas portas das unidades de saúde, bem como as constantes idas e vindas aos postos de vacinação por causa dos episódios de desabastecimento, que obrigaram repetidos deslocamentos das pessoas. Esses fatos foram amplamente divulgados na imprensa e toda a ajuda para evitá-los somente pode ser considerada bem-vinda. “Distribuir as vacinas para que farmácias espalhadas pelo Brasil apliquem em quem estiver na ordem para tomá-las naquele momento pode ser feito e é uma iniciativa fantástica”, destaca Walter Jorge João.

A cooperação das farmácias com a saúde pública na vacinação contra a Covid-19 está ocorrendo nos Estados Unidos, Irlanda e Reino Unido, devendo ser iniciada também na Dinamarca. “Esses países já perceberam que o cuidado farmacêutico, prática ainda pouco conhecida no Brasil, é uma grande aliada para a efetividade no acompanhamento de doentes e na promoção da saúde, seja por meio das consultas em consultórios farmacêuticos, seja por meio da vacinação”, comenta o presidente do CFF. No Brasil, o profissional da saúde de nível superior legalmente respaldado a atuar dentro das farmácias, também conforme a Lei nº 13.021/2014, é o farmacêutico.

Influenza – Na última campanha contra a influenza, as farmácias foram postos de vacinação em diversos lugares do país, ajudando a evitar aglomerações. A adesão ocorreu nos estados de Minas Gerais e Rio Grande do Sul e nas cidades de Campo Grande (MS) e São Paulo (SP). Na capital gaúcha, Porto Alegre, um quinto praticamente das mais de 700 mil doses utilizadas foram aplicadas por farmacêuticos em farmácias privadas. Em Campo Grande, mais de 26 mil das 231 mil doses da vacina antigripe foram administradas em farmácias, o que correspondeu a 11,5% do total.

Campanha – A campanha do Dia Nacional do Farmacêutico que o CFF está divulgando desde o dia 11/01, é continuação de uma ação de marketing que começou por ocasião do Dia Internacional do Farmacêutico, 25 de setembro. A campanha busca estimular o reconhecimento aos 220 mil profissionais em atuação no país pela sua importante contribuição à saúde pública na pandemia de Covid-19. O lançamento ocorreu durante uma ação no programa Encontro, da Rede Globo, com entrevista do presidente da entidade, Walter Jorge João, à apresentadora Patrícia Poeta, que substituía Fátima Bernardes no programa. Para rever a entrevista, acesse o link a partir do tempo 58`28’’ – CLIQUE AQUI

A campanha incluiu também a divulgação de reportagens no Portal G1, sobre o trabalho dos farmacêuticos no combate à Covid-19. Histórias de farmacêuticos que fizeram e estão fazendo a diferença na luta do país contra a doença estão disponíveis no site e podem ser lidas AQUI. 

História – A Farmácia está historicamente vinculada às vacinas. Mas um dos farmacêuticos brasileiros mais representativos nessa área é Rodolfo Marcos Teófilo. Graduado pela Faculdade de Medicina da Bahia em 1875 e radicado no estado do Ceará, ele enfrentou duas epidemias de varíola, que vitimaram milhares de pessoas em Fortaleza e cidades do interior cearense, no final do século XIX e início do século XX. Em 1862, Rodolfo Marcos Teófilo aprendeu as técnicas de produção da vacina e, em 1901, passou a imunizar a população, sem qualquer apoio do poder público. Contando apenas com ajuda da sua esposa e de um auxiliar, promoveu a vacinação em massa pelos bairros pobres de Fortaleza até 1903.

 

Fonte: Comunicação do CFF

NOTA ABERTA A SOCIEDADE

NOTA ABERTA A SOCIEDADE

Ao
Ilmo Sr. Secretário de Saúde do Estado da Paraíba
Dr. Geraldo Medeiros
CONSELHO REGIONAL DE FARMÁCIA DO ESTADO DA
PARAÍBA – CRF-PB, entendendo que o Farmacêutico é o profissional de saúde mais
próximo da população, e antes de procurar uma ajuda em posto de saúde ou hospital, as
pessoas procuram as farmácias, ou laboratórios de análises clínicas para fazerem teste
para Covid-19. Ou seja, todos os farmacêuticos são profissionais da saúde essenciais e
também precisam estar na lista prioritária de vacinação, vem solicitar a esta autoridade
de saúde que todos os Farmacêuticos entrem na lista dos profissionais de saúde dos 223
municípios da Paraíba a serem vacinados contra a Covid-19, quando a vacinação deste
grupo começar, completando a lista de prioridades que são os farmacêuticos que estão em
hospitais e postos de saúde, na linha de frente.

Atenciosamente

Cila Estrela Gadelha de Queiroga – Presidente do CRF-PB

Quatro pesquisadores da UFPB estão entre os mais influentes do mundo

Quatro pesquisadores da UFPB estão entre os mais influentes do mundo

A Universidade Federal da Paraíba (UFPB) divulgou nesta semana que oito pesquisadores da instituição, entre eles quatro farmacêuticos, estão entre os 100 mil cientistas mais influentes do mundo. O estudo com o ranking foi publicado pelo Journal Plos Biology, revista científica que divulga, sob o sistema de peer review (revisão por pares).

Os pesquisadores farmacêuticos destacados são os notáveis Prof. Damião Pergentino de Souza, Prof. José Maria Barbosa Filho, Prof.ª Luciana Scotti e Prof.ª Maria de Fátima Agra.

O levantamento foi conduzido pela Universidade de Stanford, nos Estados Unidos (EUA), liderada pelo médico-cientista grego-americano John Ioannidis, que tem diversas contribuições na área da saúde.

O estudo foi fundamentado nas citações da base de dados Scopus, que atualiza a posição dos cientistas segundo o impacto de suas pesquisas ao longo da carreira e no último ano. No caso deste ranking, em 2019.

Diante da população mundial, calculada pela ONU em 7,79 bilhões de pessoas, é um privilégio que a Farmácia paraibana conte com quatro dos 100 mil mais brilhantes pesquisadores da atualidade.

LEILÃO ELETRÔNICO Nº 01/2020

LEILÃO ELETRÔNICO Nº 01/2020

O Conselho Regional de Farmácia da Paraíba, através de sua Presidente, torna público para conhecimento dos interessados, que será realizado LEILÃO ELETRÔNICO, no dia 12 de novembro de 2020 (quinta-feira), a partir das 15h de forma online, para alienar bens móveis inservíveis desta autarquia, pelo maior lance por lote, igual ou superior ao valor de avaliação, de acordo com os termos do edital disponível em:  https://www.crfpb.org.br/licitacoes-portal-da-transparencia/

Para poder ofertar lances, os interessados deverão se cadastrar previamente no site https://vlleiloes.com.br/

As visitações serão permitidas em horário de expediente, das 09h – 12h e 14h – 16h, nos dias 10 e 11 de novembro/2020 (dois dias úteis anteriores ao leilão).

Os bens estarão disponíveis para visitação na Sede do CRF – PB, situada na Rua Borja Peregrino, 318 Centro – João Pessoa, Centro – CEP: 58013-342.

Farmacêutico, você sabe a diferença entre as atribuições do Conselho Regional de Farmácia e do Sindicato dos Farmacêuticos?

Farmacêutico, você sabe a diferença entre as atribuições do Conselho Regional de Farmácia e do Sindicato dos Farmacêuticos?

 

Ainda hoje muitos confundem as atribuições do Conselho Regional de Farmácia com as dos Sindicatos, Associações e Sociedades Científicas, de modo que costumam procurar o Conselho para esclarecer dúvidas referentes a negociações salariais e outras questões da competência do sindicato da categoria. Nesta matéria o CRF-PB apresenta as diferenças entre um órgão e outro, destacando a sua missão perante à sociedade.

Os Conselhos não têm como atribuição determinar o piso salarial do profissional, que é definido em cada Estado pela negociação do Sindicato da Classe com o Sindicato Patronal. Lembramos que o piso salarial (salário mínimo) definido em Convenção Coletiva vale para os signatários deste documento, ou seja, se foi assinado entre o Sindicato dos Farmacêuticos e o Sindicato dos Empresários de Farmácia, não se aplica de maneira obrigatória aos órgãos públicos ou hospitais.

Tanto o Conselho Federal, quanto os Conselhos Regionais têm como objetivo a fiscalização do exercício profissional, através da qual agem em defesa da sociedade. Logicamente que ao proteger a sociedade, regulamentar e fiscalizar o exercício profissional, os Conselhos valorizam a profissão e garantem postos para o exercício farmacêutico.

O Conselho Regional é o órgão que, em conformidade com a Lei Federal nº 3.820/60, registra os profissionais e expede a respectiva carteira profissional. Ele também examina reclamações e representações escritas acerca dos serviços de registro e das infrações frente às leis e fiscaliza o exercício da profissão.

Portanto, sempre que um farmacêutico tiver dúvidas relativas à competência e âmbito das atividades profissionais farmacêuticas ele deve se dirigir ao Conselho Regional de Farmácia. Assim, todo e qualquer assunto relacionado ao exercício e âmbito profissional cabe ao CRF. Quando se trata de assuntos de relações de trabalho, cabe aos Sindicatos.

Ainda falando sobre os Conselhos, vale mencionar uma citação do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa, que assim nos ensina:

“…os conselhos de fiscalização profissional não são entidades autônomas, mas sim autarquias inseridas na estrutura do Poder Executivo Federal, dotadas de competências administrativas específicas e submetidas ao controle ou supervisão de altos órgãos da Administração Pública direta, quais sejam, dos Ministérios de Estado…”

“…os conselhos e ordens profissionais são completamente distintos dos sindicatos e das associações e não podem, em razão de sua precípua função institucional de controle, desempenhar o papel destas últimas, que é voltado à defesa dos interesses dos membros de uma determinada categoria ou classe de profissionais…”

Os temas referentes aos direitos trabalhistas da categoria, bem como piso salarial, negociação coletiva e outras questões, são da competência do Sindicato dos Farmacêuticos, e não do CRF.

Cabe ao sindicato defender os direitos e interesses coletivos ou individuais da categoria, inclusive em questões judiciais ou administrativas, bem como realizar as negociações coletivas de trabalho, que tratam de salários e direitos trabalhistas, dentre outras questões laborais. Ao sindicato também compete a missão de representar os farmacêuticos em questões e reuniões relacionadas à luta pelos direitos dos farmacêuticos.

Portanto, são atribuições dos Conselhos Regionais de Farmácia:

– Defender o âmbito profissional e esclarecer dúvidas relativas à competência do profissional farmacêutico;
– Garantir, em suas respectivas áreas de jurisdição, que a atividade farmacêutica seja exercida por profissionais legalmente habilitados;
– Habilitar o farmacêutico, por meio de inscrição, para o exercício legal da profissão;
– Manter registro sobre o local de atuação do farmacêutico junto ao mercado de trabalho.

São atribuições do Sindicato dos Farmacêuticos:

-Estabelecer o piso, mediante convenções coletivas;
-Encarregar-se das questões trabalhistas, junto à Justiça do Trabalho (Rescisão de Contrato, Horas Extras, Salário, Carteira de Trabalho, etc.), dos farmacêuticos sindicalizados;

São atribuições da Associação e Sociedades Científicas dos Farmacêuticos:

-Aprimoramento técnico científico dos profissionais farmacêuticos;
-São entidades civis de direitos privados, sem fins lucrativos, políticos ou religiosos;
-Organização de cursos, congressos, comemorações das datas importantes para a classe farmacêutica, participando de discussões dos diversos assuntos da área, negociando convênios interessantes.

 

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