Vacinação contra a Covid-19 terá postos de drive thru e 60 ginásios em João Pessoa, diz secretário de Saúde de João Pessoa

Vacinação contra a Covid-19 terá postos de drive thru e 60 ginásios em João Pessoa, diz secretário de Saúde de João Pessoa

A informação foi dada pelo secretário de saúde de João Pessoa, Fábio Rocha, na manhã desta sexta-feira (15).

A vacinação contra a Covid-19 19 terá postos de drive thru e mais de 60 ginásios em João Pessoa. A informação foi dada pelo secretário de saúde de João Pessoa, Fábio Rocha, na manhã desta sexta-feira (15).

Segundo informações que o ClickPB teve acesso, na capital paraibana serão seis pontos de drive thru e 66 ginásios esportivos serão espaços de vacinação contra covid-19. Ainda de acordo com o secretário, a vacina também poderá ser dada em domicílio e em hospitais, caso seja necessário.

O secretário de saúde da Paraíba, Geraldo Medeiros, informou que a vacinação deverá começar em todo o estado a partir da próxima quarta-feira (20).  De acordo com a Secretaria de Saúde do Estado, cerca de 11 veículos refrigerados serão usados na logística do transporte.

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) iniciou, nesta quinta-feira (14), uma série de reuniões de orientação para a vacinação contra a Covid-19. A agenda é voltada para os secretários municipais da Paraíba e tem o objetivo de apresentar o plano estadual para os gestores e estabelecer ações e estratégias para a imunização.

A finalidade do encontro é instrumentalizar as Gerências Regionais de Saúde (GRS), municípios e serviços de saúde para vacinação contra Covid-19. Também serão discutidos tópicos como a organização da rede de frio, a logística de recebimento e distribuição das vacinas, e descrição dos grupos prioritários com maior risco de desenvolver complicações e óbitos pela doença. A ideia é dar subsídios para que cada território elabore sua estratégia de aplicação da vacina.

O cronograma de vacinação está dividido em quatro fases. A primeira possui dois grupos e contempla a seguinte população: Grupo 1 – Trabalhadores de Saúde; povos de comunidades tradicionais quilombola; população indígena vivendo em terras demarcadas; e Grupo 2 – pessoas com 60 anos ou mais institucionalizadas; pessoas de 80 anos ou mais; pessoas de 75 a 79 anos.

PET-Farmácia/ UFPB divulga boletim sobre nutracêuticos e suplementos alimentares

PET-Farmácia/ UFPB divulga boletim sobre nutracêuticos e suplementos alimentares

O Programa de Educação Tutorial da Universidade Federal da Paraíba (PET-Farmácia/ UFPB) lançou, neste fim de ano, um boletim sobre nutracêuticos e suplementos alimentares. O documento aborda diversos temas, entre eles, alimento funcional, suplemento alimentar, prebióticos e probióticos, regulamentação e prescrição. O boletim recebeu a tutoria da Profa. Dra. Leônia Maria Batista e colaboração do Prof. Dr. Climério Avelino Ribeiro, além da colaboração de vários membros na diagramação.

O conselheiro federal de Farmácia pelo estado da Paraíba e diretor tesoureiro do CFF, João Samuel de Morais Meira, considera o boletim muito importante, pois denota o empenho dos docentes e acadêmicos na produção de conteúdo científico de maneira dinâmica e lúdica com o intuito de informar, educar e conscientizar. “A academia continua sendo a base do conhecimento. A fonte do saber nasce a partir da dedicação e esforço dos colegas farmacêuticos docentes. Parabéns a todas as pessoas envolvidas na realização deste material”, conclui.

Clique aqui, acesse a publicação e saiba mais sobre o assunto.

Uso do antibiótico cefalexina deve contar com orientação do farmacêutico

Uso do antibiótico cefalexina deve contar com orientação do farmacêutico

O tratamento medicamentoso de casos infecciosos necessita ser feito de forma segura para evitar o agravamento do quadro de saúde. Nos casos em que um determinado medicamento é avaliado pelo médico como útil para uma intervenção terapêutica, talvez seja prescrito, caso o paciente não seja alérgico ou tenha alguma outra restrição, claro. No tratamento de contaminações do trato respiratório e geniturinário muitas vezes o antibiótico cefalexina é prescrito, por exemplo, mas é necessário atentar também quanto ao tempo correto do uso.

O medicamento citado acima é um antimicrobiano que compõe o grupo dos betalactâmicos, que por sua vez contempla as penicilinas. No início da década de 1970 foi aprovado nos Estados Unidos da América (EUA), sendo considerado original, ou seja, a cefalexina é a primeira entre as cefalosporinas de primeira geração. A venda do fármaco só é possível sob prescrição médica e retenção da receita no estabelecimento de saúde, pois requer controle. Mesmo sendo considerado bastante seguro e tolerado nos tratamentos devido às experiências ao longo do seu tempo de existência, o uso da cefalexina deve ser feito de maneira racional, como todo medicamento precisa ser utilizado apropriadamente seguindo a dose e o tempo indicado no receituário.

A literatura do medicamento esclarece que sua utilização pode ser realizada preventivamente, antes ou depois de procedimentos cirúrgicos buscando mitigar a possibilidade de infecções no local da intervenção. A atividade do antimicrobiano no organismo é positiva pela sua fácil absorção, ou seja, sua farmacocinética é excelente. O medicamento age como bactericida e o mecanismo de ação da sua farmacodinâmica é um importante fator, pois ele mata a bactéria por meio da inibição da síntese da sua parede celular. “Toda alteração nesse `local` leva a uma desestabilização que resulta na morte da célula”, explica Maria Fernanda Werner, professora do Departamento de Farmacologia da UFPR (Universidade Federal do Paraná) e membro permanente do Programa de Pós-Graduação em Farmacologia.

De acordo com o conselheiro federal de Farmácia pelo estado do Paraná, Gustavo Pires, o medicamento geralmente é prescrito por médicos para tratar infecções como bronquite, cistite (aguda ou crônica), faringite, miosite (infecção muscular), pneumonia, entre outros. “É necessário que o uso do medicamento seja feito corretamente para evitar também a resistência bacteriana ou algum outro tipo de complicação. O farmacêutico é um grande aliado no acompanhamento terapêutico do paciente”, conclui.

Caso tenha interesse sobre o assunto o Ministério da Saúde disponibiliza uma cartilha sobre o uso racional de medicamentos e o Conselho Federal de Farmácia (CFF) também dispõe de materiais educativos em saúde. Fique atualizado.

Conselho Federal de Farmácia (Uso racional de medicamentos: um alerta à população: https://bit.ly/2UinpiI | USO RACIONAL DE MEDICAMENTOS NO CONTEXTO DA ESTRATÉGIA DE SAÚDE DA FAMÍLIA: SÓ ACESSO NÃO BASTA!: https://bit.ly/3lnjGMG )

Ministério da Saúdehttp://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/cartilha_promocao_uso_racional_medicamentos.pdf

 

Fonte: Comunicação do CFF com informações do Universo Online (UOL)

Pesquisadores criam novo método de diagnóstico do câncer

Pesquisadores criam novo método de diagnóstico do câncer

Uma em cada oito mulheres que viverem até os 75 anos vão ter o diagnóstico de câncer de mama. O dado é da Sociedade Americana de Câncer. Mas, um diagnóstico preciso e precoce da doença e agilidade no tratamento podem ajudar a salvar ou prolongar a vida dessas pessoas. Um grupo de professores e pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) trabalha no desenvolvimento de um exame laboratorial com foco em facilitar e complementar os exames já existentes. A equipe é coordenada pela farmacêutica, professora e Doutora Maria Cláudia Santos da Silva, do Departamento de Análises Clínicas.

A expectativa é que esse método possa agilizar resultados como relata a pesquisadora. “Atualmente, o diagnóstico do câncer de mama é realizado pela análise morfológica e imuno-histoquímica do tecido removido, mas essas técnicas são morosas, podem levar de dias a um mês para sair o diagnóstico final, o que pode atrasar o início do tratamento. Assim, a implantação de metodologias mais rápidas de diagnóstico, como a que propomos neste trabalho, a citometria de fluxo, acelera o processo de diagnóstico, pois ela é uma metodologia que permite, em no máximo 4 horas, identificar essas células, e direcionar a investigação anatomopatológica”, detalhou Maria Cláudia.

A especialista lembra que a Lei Federal nº 12.732, de 22/11/2012, prevê que o início do primeiro tratamento de pacientes com diagnóstico de câncer seja feito em até, no máximo 60 dias. Mas, a demora no diagnóstico atualmente não permite atender essa determinação. Um método mais rápido permitiria cumprir a legislação, beneficiar o paciente e ainda reduzir os custos do Sistema Único de Saúde (SUS) com tratamentos de alto custo para os casos mais avançados da doença.

A pesquisadora detalha as etapas já desenvolvidas no estudo. “Na primeira etapa, foi possível diferenciar as células tumorais dos linfomas daquelas do câncer de mama e pulmão em líquido pleural por meio da utilização de biomarcadores por citometria de fluxo. Numa segunda etapa, investigamos a efetividade da detecção de células de mama por citometria de fluxo, utilizando tecido mamário de pacientes com o diagnóstico de câncer de mama. Os resultados foram positivos, pois a metodologia demonstrou boa sensibilidade e especificidade. Numa terceira etapa, estamos investigando a efetividade do método em pequenas amostras de tecido tumoral nos pacientes que ainda não têm o diagnóstico de câncer de mama, mas apenas suspeita pela mamografia. Essas análises ainda estão em andamento”, explicou Maria Cláudia.

A equipe executora do projeto é constituída por professores, farmacêuticos, dentistas e patologistas, todos pesquisadores da UFSC. Entre eles, pesquisadores e alunos do Programa de Pós-Graduação em Farmácia da instituição. Para a conselheira federal de Farmácia por Santa Catarina, Hortência Tierling, a pesquisa é mais uma área importante onde os farmacêuticos têm se destacado. “A pesquisa é mais uma área importante na qual o farmacêutico tem se destacado. Neste estudo específico, eles tiveram papel significativo para as análises clínicas, pois o conhecimento na utilização da citometria de fluxo na rotina das análises clínicas para o diagnóstico e acompanhamento de outras patologias permite, com certeza, este avanço na pesquisa para a utilização da citometria de fluxo, visando ao diagnóstico mais rápido do câncer de mama”.

A pesquisa conta com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). O estudo também envolve a participação de pesquisadores da Faculdade de Medicina e Instituto de Patologia Molecular e Imunologia da Universidade do Porto, Portugal.

Asma: tratamento incorreto pode gerar efeitos indesejados

Asma: tratamento incorreto pode gerar efeitos indesejados

O tratamento para o controle da asma exige conhecimento sobre a doença pelos pacientes, familiares, cuidadores e profissionais da saúde. E o uso diário, contínuo e correto dos dispositivos inalatórios, as chamadas bombinhas, é essencial neste processo. A enfermidade estreita os brônquios, que são canais que levam ar aos pulmões. Isso dificulta a passagem do ar e provoca contrações ou broncoespasmos. Essas crises afetam a respiração. Os dispositivos inalatórios ajudam a aliviar essa condição e auxiliam no controle da asma. Mas, muitos pacientes não usam esses aparelhos corretamente. O resultado disso é o descontrole da doença e os eventos adversos, ou seja, os efeitos indesejados. É o que ressalta a farmacêutica clínica Juliana Soprani, do Instituto de Cadiopneumologia (Incor).

“A maioria dos pacientes esquece de soltar o ar antes de fazer a inalação, então quando ele vai puxar o ar para fazer a inalação ele não tem espaço suficiente no pulmão pra ter essa força de inalação. Então esse é um erro importante que dificulta tanto a utilização desse dispositivo quanto do sucesso da terapia. Um segundo erro também bastante comum é que os pacientes não seguem a recomendado de, ao fazerem a inalação, segurar o ar por pelo menos 10 segundos. Porque quando ele faz isso dá tempo suficiente para que aquele medicamento chegue o mais profundo possível no pulmão.”

A farmacêutica também aponta outros erros comuns cometidos pelos pacientes, como não fazer a lavagem da boca após o uso do inalador. Ela explica que alguns dispositivos possuem corticoide em sua formulação, o que pode causar efeitos indesejados se o paciente pular a etapa de higienização.

“Quando o paciente faz a inalação parte daquele aerossol que ele inalou fica retido na boca e na garganta. E aquele corticoide que ficou ali retido tem o potencial de mudar o PH da boca e pode causar sapinho ou candidíase oral, que é uma doença é causada por um fungo. Quando se modifica o PH da boca se facilita para que esse fungo se instale aí. Então toda vez que o paciente fizer uma inalação com um medicamento que tem corticoide na sua composição ele precisa enxaguar muito bem a boca, fazer gargarejo e cuspir essa água. Além do sapinho tem algumas bombinhas que, se o paciente não faz o enxague, podem causar tosse e rouquidão.”

Mitos

Usar bombinha pra asma engorda e causa problema no coração. Quem tem asma certamente vai ser um paciente grave de Covid. Bronquite não tem nada a ver com asma. Depois de controlada a crise, não precisa mais usar bombinha. Certo? Errado! Muitas dessas afirmações são mitos e podem confundir o paciente. Juliana Soprani lembra que a asma é uma doença inflamatória crônica, não tem cura, mas tem controle, se o medicamento for usado de forma contínua, diária e corretamente, conforme prescrição de um pneumologista e orientação do farmacêutico. Para ela, a maior dificuldade é a compreensão da doença pelo paciente. Muitos acabam abandonando o tratamento após passar por um momento de crise.

A farmacêutica explica que existe um tratamento para a crise e outro para o controle diário da asma. O objetivo do tratamento de controle diário é controlar a inflamação e impedir que sua piora desencadeie as crises e os sintomas da Asma. Para este tratamento o padrão ouro é utilizar o corticoide inalatorio. Já o tratamento das crises é pontual e tem como objetivo aliviar os sintomas da Asma, especialmente a falta de ar, utilizando-se um broncodilatador. Na nova atualização da diretriz da GINA (Global Iniciativa para o controle da Asma) ela recomenda que mesmo nas crises, quando o paciente precisa utilizar um broncodilatador, como o salbutamol, é ideal que ele também associe o corticoide inalatorio. Essa associação também nas crises tem demonstrado um maior controle dos pacientes.

Quanto ao temor de o medicamento pode engordar, ela explica que os corticóides inalatório e nasal não contribuem para o aumento de peso, até mesmo porque a dose dessa substância presente nesses dispositivos é muito pequena e age de forma local. Muita gente também deixa de fazer o controle frequente porque já ouviu falar que as chamadas bombinhas podem causar problema no coração. A especialista esclarece que não é bem assim.

“Sabemos que alguns broncodilatadores podem causar taquicardia. Tem paciente que relata aceleração dos batimentos cardíacos. Isso geralmente acontece nas primeiras utilizações ou quando o paciente utiliza uma dose um pouco maior do que ele está acostumado. Isso é uma reação esperada. Mas essa reação tende a passar conforme ele vai utilizando e se sensibilizando com o medicamento. Antes as pessoas falavam que a bombinha dava parada cardíaca. Isso é um grande tabu, como diria hoje, “fake news”. E por essa razão todo medicamento deve ser utilizado por meio de uma prescrição médica e a orientação e acompanhamento de um farmacêutico. Caso o paciente tenha uma doença cardíaca de base ele deve ter um acompanhamento em conjunto com um médico cardiologista e pneumologista para a escolha do medicamento mais apropriado e que minimize interações medicamentosas e reações indesejadas.”

Quem tem asma certamente vai evoluir para caso grave de Covid? Segundo Juliana, no início da pandemia, acreditava-se que sim. Mas, depois ao acompanhar esses pacientes, percebeu-se que essa não é bem a realidade. Mesmo assim, a orientação é manter os cuidados necessários diante dos poucos dados existentes sobre o assunto.

“Havia uma expectativa muito grande de que esses pacientes poderiam ser os pacientes com Covid mais graves. E por alguma razão que não conhecemos ainda, não foi. Tivemos poucas complicações com pacientes asmáticos. Não estou dizendo que não teve nenhum asmático que não ficou grave, não é isso, mas a expectativa era de uma Covid mais grave e não foi isso que aconteceu. Então foi feito um plano de ação de atendimento a distancia dos pacientes orientando também pra tomar todos cuidados, evitar sair de casa, utilizar máscara, uso de álcool em gel, desinfetar compras de mercado, evitar aglomeração e o contato com outras pessoas que não moram na residência, e manter o tratamento de controle.”

Juliana Soprani atua como farmacêutica clínica na Unidade de Terapia Intensiva do Incor. Lá ela e uma equipe interdisciplinar desenvolvem uma pesquisa sobre asma. A especialista também atuou no Hospital Santa Paula, em São Paulo, onde contribuiu na implementação de protocolos para doenças respiratórias. É professora na pós-graduação de Farmácia Clínica, Hospitalar e Atenção Farmacêutica do Instituto Racine.

Mais de 41 milhões de brasileiros estavam obesos em 2019

Mais de 41 milhões de brasileiros estavam obesos em 2019

 

Segundo o IBGE, o grupo etário dessa série histórica é esse para possibilitar a comparação com as edições anteriores da pesquisa. (Foto: Reprodução)

 

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) — O Brasil encerrou o ano de 2019 com mais de um quarto de sua população adulta na obesidade, informou nesta quarta-feira (21) estudo publicado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). No total, 41,2 milhões de brasileiros, ou 25,9% das pessoas acima de 18 anos, eram considerados obesos.

A enfermidade atingia 29,5% das mulheres (25 milhões) e 21,8% dos homens (16,2 milhões) adultos do país.

Os números apontam um crescimento desde o último levantamento, feito em 2013, quando a pesquisa apontava 25,7% das mulheres e 17,9% dos homens acima de 20 anos. Na mesma base de comparação, a edição 2019 do estudo mostrou 30,2% de obesas e 22,8% de obesos.

Segundo o IBGE, o grupo etário dessa série histórica é esse para possibilitar a comparação com as edições anteriores da pesquisa. Entre 2003 e 2019, a proporção de obesos na população com 20 anos ou mais dobrou, indo de 12,2% a 26,8%.

A pesquisa ainda indicou que a maior prevalência de obesos acontece na população dos 40 aos 59 anos, chegando a 34,4%. Os acima do peso representam 70,3% do país nessa faixa etária.

Enquanto isso, o excesso de peso afetou 60,3% da população maior de idade em 2019. Isso representam 96 milhões de brasileiros, sendo 62,6% das mulheres e 57,5% dos homens.

A prevalência de excesso de peso e a obesidade têm crescido de forma preocupante no mundo todo, mas, principalmente, em países de renda baixa ou média, como o Brasil, destacou o IBGE no estudo.

Em meio aos adolescentes brasileiros, o estado nutricional mostra uma proporção menor de obesos do que nos adultos. Entre aqueles de 15 a 17 anos, 19,4% estavam acima do peso e 6,7% obesos. Esse dado corresponde a 1,8 milhão de brasileiros na obesidade.

Assim como aconteceu com os adultos, a maior incidência também foi nas adolescentes mulheres, com 8% delas sendo consideradas obesas contra 5,4% dos homens.

Por outro lado, o déficit de peso em adultos foi de 1,6% da população, o que deixa o índice bem abaixo dos 5% estipulados pela OMS (Organização Mundial de Saúde) como indicativo de exposição à desnutrição.

Para considerar as pessoas obesas ou acima do peso, o IBGE se baseou nas recomendações da OMS da relação entre o peso e altura dos indivíduos para o cálculo do índice de massa corporal (IMC), que é o peso em quilograma dividido pelo quadrado da altura em metro.

Aqueles que estão com déficit de peso têm o IMC abaixo de 18,5 kg/m². Os obesos, acima de 30 kg/m², e os que estão com excesso de peso, computam mais que 25 kg/m².
No mês passado, um estudo avaliou como o sobrepeso e a obesidade são fatores de maior risco para gravidade e morte por Covid-19, levando à internação hospitalar e até morte, independentemente da idade, sexo e comorbidades.

Os dados foram publicados por pesquisadores da Faculdade de Odontologia de Bauru (USP Bauru) e da Faculdade de Medicina da Unesp de Botucatu na revista especializada Obesity Research and Clinical Practice no início do mês de setembro.

Os fatores da obesidade que estão associados a esse risco são uma inflamação crônica baixa do organismo, a baixa produção de interferons — proteínas que impedem a replicação viral —, atividade reduzida de células de defesa, como macrófagos — responsáveis por eliminar as células infectadas —, células B — responsáveis pela produção de anticorpos neutralizantes — e linfócitos T — resposta imune celular.

Também são fatores a maior carga viral do Sars-CoV-2 nestes indivíduos — o vírus parece se aproveitar do acúmulo de tecido adiposo como reservatório- e ainda a associação frequente de diabetes do tipo 2 com obesidade, causando um déficit ainda maior no sistema imunológico.

Dados do Vigitel (Sistema de Vigilância de Fatores de Risco para doenças crônicas não transmissíveis), do Ministério da Saúde, de 2019 apontam que 20,3% da população brasileira adulta era obesa (índice de massa corpórea ou IMC igual ou acima de 30).

Já a porcentagem da população adulta com excesso de peso (IMC igual ou maior de 25, incluindo casos de obesidade) era de 55,4%. Embora já apresentasse aumento desde 2006, esse índice estava estagnado há alguns anos. O crescimento aumenta a preocupação sobre o risco de doenças ligadas à obesidade, como hipertensão e diabetes.

Experimentos conduzidos na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) também confirmam que o novo coronavírus (Sars-CoV-2) pode ser capaz de infectar células adiposas humanas e de se manter em seu interior. Esse dado pode ajudar a entender por que indivíduos obesos correm mais risco de desenvolver a forma grave da Covid-19.

No Reino Unido, sete em cada dez pacientes graves com coronavírus são obesos ou estão acima do peso, revelaram dados do serviço de saúde inglês, o NHS, obtidos a partir de admissões nos centros de cuidados intensivos locais.

Foram analisados 196 pacientes internados em julho. Desses pacientes, 16 morreram. O estudo, liderado pelo Centro Nacional de Pesquisa e Auditoria em Terapia Intensiva, mostra que 71,7% dos que estão nas UTIs por Covid-19 têm excesso de peso –na população adulta em geral, a taxa é de 64%.

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